Novos rostos da ciência: iraniana e brasileiro recebem "Nobel" da matemática

 

 

 

 

A iraniana Maryam Mirzakhani recebeu, nesta quarta-feira, a medalha Fields, considerada o prêmio Nobel da Matemática. O prêmio foi entregue na abertura do Congresso Internacional de Matemática (CIM), em Seul. Com isso, ela se torna a primeira mulher a receber tal reconhecimento.

 

Mirzakhani, de 37 anos, professora na universidade americana de Stanford, foi uma dos quatro premiadas com este reconhecimento e a primeira mulher a recebê-lo desde que foi criado em 1936.  O prêmio é distribuído a cada quatro anos, durante a realização do CIM, a até quatro matemáticos com menos de 40 anos.

 

Mirzakhani, que também é a primeira iraniana a ganhar a medalha, foi premiada por seus "impressionantes avanços na teoria das superfícies de Riemann e espaços modulares".

 

 

Os outros três agraciados foram o brasileiro Artur Ávila, primeiro latino-americano a conquistar o prêmio, Manjul Bhargava, professor na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, Martin Hairer, da britânica Universidade de Warwick.

 

Ávila, pesquisador de 35 anos do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), foi escolhido pelo trabalho na área de sistemas dinâmicos, que procura prever a evolução no tempo dos fenômenos naturais e humanos observados nos diferentes ramos do conhecimento.

 

O reconhecimento de Ávila, anunciado ontem, é o maior prêmio conquistado por um cientista brasileiro. Ele foi cumprimentado pessoalmente pela presidente Dilma Rousseff, no Twitter. "O reconhecimento mundial do trabalho de Ávila enche de orgulho a ciência brasileira e todo o Brasil", disse a chefe de Estado.

 

O matemático brasileiro é o primeiro ganhador da medalha Fields que obteve seu doutorado fora dos Estados Unidos ou da Europa. Os ganhadores recebem uma medalha avaliada em US$ 5 mil e um prêmio de US$ 13.730. O ICM acontecerá na capital da Coreia do Sul até 21 de agosto e terá cinco mil participantes de 120 países. O evento, realizado desde 1900, é um fórum que debate as conquistas matemáticas e encontrar maneiras de estimular a pesquisa acadêmica.

 

 

Fotos: Divulgação

 

 

 

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