Comitê de Ética da OMS aprova uso de tratamentos experimentais contra ebola

 

 

 

 

O Comitê de Ética da Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou nesta terça-feira, 12, o uso de tratamentos experimentais nas vítimas do atual surto de ebola na África Ocidental, mesmo que sua eficácia ainda não tenha sido comprovada.

 

"Nas circunstâncias particulares deste surto e se forem cumpridas certas condições, o comitê definiu que é ético oferecer intervenções cuja eficácia não está comprovada e com efeitos secundários ainda desconhecidos como potencial tratamento ou prevenção", afirma a declaração divulgada pela OMS.

 

A questão ganhou destaque após ser divulgado que dois funcionários médicos de uma ONG americana que contraíram o ebola e foram repatriados aos Estados Unidos receberam o fármaco ZMapp, da mesma forma que um religioso na Espanha, que também contraiu o letal vírus na Libéria.

 

"Este surto nos coloca uma situação pouco habitual. Estamos perante uma doença com uma alta taxa de mortalidade e para a qual não dispomos de tratamento nem vacinas de eficácia e segurança demonstrada", disse a subdiretora geral da OMS, Marie-Paule Kieny. Segundo ela, é preciso pedir aos especialistas em ética médica orientações sobre qual seria a atitude responsável.

 

 

TESTES EM VACINAS COMEÇAM EM SETEMBRO

 

Os testes clínicos de duas potenciais vacinas contra o ebola começarão no final de setembro, de acordo com Kieny. A subdiretora da OMS disse que existem duas potenciais vacinas em desenvolvimento, além de vários tipos de remédios. Nenhum destes fármacos foram testados em humanos, mas alguns mostraram ser eficazes em primatas.

 

 

 

 

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