Paternidade: A experiência que só faz evoluir

 

 

 

 

Pergunte a qualquer jovem entre 15 e 16 anos quais são suas preocupações, e a maioria das respostas será a viagem que planeja fazer assim que se formar no ensino médio, ou o cursinho que pretende se matricular para conseguir aquela concorrida bolsa na faculdade. Para Glauco Peyrot , na época com 16 anos, não era diferente, como todo o jovem seus anseios se concentravam somente no que ele sonhava para o seu futuro. No entanto, quando Tayana, sua esposa hoje,  descobriu que estava grávida aos 15 anos, as preocupações mudaram e o futuro de um ser que se quer conheciam passou a ser a principal preocupação dos dois. Já não havia mais tempo para pensar ou planejar, o momento de encarar a vida e virar “gente grande” havia chegado mais cedo para eles.

 

“Ninguém planeja ser pai antes de terminar os estudos, aproveitar a vida, casar e comprar uma casa de três andares, mas apesar do susto  encaramos essa fase naturalmente, pois nossa família nos apoiou muito”, lembra Glauco. Ele conta com um sorriso no rosto o quanto a chegada da filha Isadora, hoje com 12 anos, transformou sua vida. “Passei a ter obrigações que as pessoas da minha idade não tinham na época, mesmo assim, consegui levar isso numa boa, não deixei de fazer nada , a diferença é que em todos os momentos a Isa estava comigo,” afirma ele. E foi acompanhando o pai em toda s as suas realizações e descobertas, que  Isadora construiu uma forte relação de cumplicidade com ele.

 

Glauco conta que seu convívio com a filha envolve muita amizade, “Gostamos das mesmas coisas, ela é minha companheira para tudo, sempre estamos planejando fazer tudo juntos, temos até um grupo no whatsapp para nos falarmos quando estou viajando,” conta ele.  Glauco diz que grande parte desse companheirismo se deve ao fato da diferença de idade entre ele e a filha ser pequena, mas procura não deixar que isso interfira nos momentos em que precisa exercer sua autoridade de pai, “As vezes sou bem careta, sempre busco manter um ambiente tradicional aqui em casa,” afirma. 

 

É por conta dessa relação tão próxima com o pai, que Isa sente-se parte do círculo de amizades dele, “Desde que a Isa era pequena, levamos ela em jantares e eventos de nossos amigos, hoje ela se sente parte disso também, chaga o final de semana ela já pergunta o que eu e a Tayana vamos fazer com nossos amigos para ela ir junto,” lembra ele.

 

Talvez se a experiência da paternidade pudesse ser definida por Glauco, ele a definiria como “evolução”. “Essa experiência me fez evoluir muito, a paternidade ela faz isso contigo. Faz você olhar a vida com mais responsabilidade, você começa a ter uma preocupação diferente em relação ao futuro”.

Glauco deixa um exemplo de responsabilidade e dedicação aos pais de todas as idades. Hoje com sua esposa a espera de outro bebê, ele diz que essa experiência de paternidade será, de longe, diferente da primeira, mas não menos especial. Quando indagado sobre quais os caminhos que teria tomado se na época as coisas ocorressem de forma diferente, sua resposta é enfática, “Eu não me imagino fazendo outra coisa, sendo outro alguém se não sendo quem eu sou hoje, pai da Isa”.

 

 

Foto: Arquivo Pessoal

 

 

 

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