Solidária, Alemanha lembra que já sentiu dor brasileira na pele

 

 

 

 

 

Os carrascos foram solidários. Depois de aplicar 7 a 1 no Brasil no Mineirão, a Alemanha repetiu, em diferentes entrevistas, que lamentava o triste fim da Seleção na Copa do Mundo. Foi mais um gesto na relação de cordialidade que o elenco germânico criou com o povo brasileiro desde sua chegada ao país. Mas o sentimento tem um aspecto histórico. Afinal, a Alemanha sentiu na pele, com doses mais moderadas, o que o Brasil viveu agora.

 

Em 2006, foi a vez de ela sediar uma Copa. E de cair nas semifinais. Em duelo com a Itália, foi derrotada na prorrogação, por 2 a 0, em um golpe duro para um país que alimentava o sonho do tetracampeonato – feito que ficou justamente com o algoz. Claro, a derrota não se compara ao massacre de 7 a 1 sofrido pelo Brasil, mas os alemães fizeram questão de lembrar que a dor não é exclusividade verde-amarela.

 

“Sinto muito. Vivi isso em 2006. Perdemos a semifinal para a Itália em 2006. Vimos a expectativa que se criou no Brasil, e não é fácil carregar isso. Sinto muito por todos”, disse o zagueiro Mertesacker. O técnico Joachim Löw também fez o paralelo. E elogiou o desempenho brasileiro, apesar do fiasco na semifinal.

 

“Acho que posso imaginar o sentimento. Em 2006, perdemos a oportunidade em nosso país. Isso é uma enorme decepção para qualquer país. Acredito que essa derrota, para o Brasil, será difícil de digerir. Apesar de tudo isso, o Brasil fez uma boa Copa. E a organizou de forma sensacional. O que o Brasil deixou aqui é fantástico, com gente fantástica. Será difícil de digerir”, comentou.

 

Na visão de Mertesacker, foi visível que o Brasil sentiu a pressão da responsabilidade de vencer. Ele percebeu a equipe presa em campo. “Há muita pressão por sediar um torneio. Sentimos isso em 2006, quando perdemos a semifinal. Foi difícil, porque perdemos na prorrogação. Não é fácil lidar com essa pressão. Eles (os jogadores do Brasil) estavam tímidos, muito respeitosos em campo”, observou o defensor.

 

O lateral-direito Philipp Lahm também comentou a coincidência. E se solidarizou com o Brasil. “Vivemos o  mesmo em 2006. É difícil não viver esse grande sonho em casa. O Brasil sentiu o mesmo, e o gosto é muito amargo”.

 

A Alemanha, enfrenta o vencedor do duelo entre Argentina e Holanda, domingo, 13, no Maracanã. Um dia antes, o Brasil disputa o terceiro lugar com o derrotado da partida desta quarta-feira, 9.

 

 

Foto: Fifa/Divulgação

 

 

 

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