Parte do Estádio da Zona Sul será leiloada

 

Parte do estádio será leiloada na próxima terça

 

Uma área de 2.020 metros quadrados, na esquina da avenida Rio Grande do Sul com a Getúlio Vargas, irá a leilão na próxima terça-feira, 27. Essa é a única área do estádio da Zona Sul que pertence a Associação Esportiva e Recreativa Santo Ângelo. O restante é propriedade da Prefeitura de Santo Ângelo
O leilão é motivado por uma ação trabalhista impetrada pelo zagueiro Rodrigo Ramos Silveira, referente a sua última passagem pelo clube, em 2012. O leilão é promovido pela Justiça do Trabalho, através da leiloeira oficial Joyce Ribeiro, com realização às 10 horas do dia 27, no Hotel Maerkli, nas modalidades eletrônica e presencial. O imóvel está avaliado em R$ 800 mil, com lance mínimo de R$ 400 mil e incremento de R$ 5 mil. O imóvel já foi a leilão no dia 1º deste mês, mas não foram feitas propostas.
No site www.leiloesjudiciaisrs.com.br, onde aparecem os bens penhorados que serão leiloados na data, até ontem, cerca de 160 pessoas tinham consultado o edital relativo à venda de parte do estádio da Zona Sul.

 


PARTE DO CAMPO


O terreno leiloado não percente ao Município porque no local existia uma casa, onde por muitos anos foi morador o zelador do estádio.A casa foi destruída e no local foi erguida a parte das arquibancadas que se uniram às já existentes na extensão da avenida Getúlio Vargas.Posterimente, num acordo do clube com Jarbas Fernandes, que assumiu as categorias de base, foram construídas instalações abaixo das aqruibancadas que abrigavam os jogadores.O que chama a atenção é que além das arquibancadas, o terreno avança sobre uma parte do campo de futebol. Sendo assim, uma venda inviabilizaria o uso do local como estádio de futebol.

 

Situação administrativa segue confusa

O leilão de parte do estádio da Zona Sul é apenas mais um capítulo dentro da novela que tornou-se a fragilidade administrativa e financeira do Santo Ângelo. A questão envolve várias ações trabalhistas, dívidas com fornecedores, dívidas com funcionários que, inclusive, deverão gerar novas demandas trabahistas. Em meio a isso tudo está a cobrança de um grupo de diretores e conselheiros pela prestação de contas do presidente Ricardo Tim, o que não acontece.
No sábado, 17, foi realizada uma assembleia extraordinária do Conselho Deliberativo, com a intenção de analisar a prestação de contas do presidente do clube. Porém, não foi isso que aconteceu. Com apenas 17 conselheiros presentes, foi feito um relato de algumas ações que teriam sido realizadas no setor administrativo.
A prestação de contas oficial não foi apresentada e vem sendo conbrada há muito tempo. A primeira assembleia do Conselho realizada com esse objeitvo ocorreu em 21 de setembro. Nesta quarta-feira, 21, a reportagem de A Tribuna teve acesso a um documento entregue pelo contador Milton Binini ao Conselho Deliberativo. No documento, Bonini afirma que recebeu a documentação contábil do clube relativa a 2014 e 2015 no dia 22 de setembro deste ano, porém, um dia após a realização da assembleia. Ainda segundo o ofício do contador: “Informamos que, como já comunicado anteriormente, ainda faltam documentos do período em que o presidente da Associação esteve afastado, como extratos bancários”. Além disso, Bonini informou ainda que o clube possui débitos com INSS e FGTS, bem como rescisões de antigos funcionários não efetivadas por falta de pagamentos.
E existem ainda outras cobranças de conselheiros e membros da diretoria, relativas a cheques emitidos, empréstimos, rifa, exames de jogadores e cirurgias, atletas sem carteira de trabalho assinada, patrocínios, verbas da Federação, notas promissórias, fardamentos, não pagamento de empresa de ônibus e de salários de funcionários que atuaram na Copa Sub 19.
E no meio desse turbilhão, o presidente do clube anunciou na semana passada a comissão técnica para a Divisão de Acesso 2016, depois de demitir o profissional que havia contratado em junho para esse mesmo propósito. Seria cômico, não fosse melancólico.

 

Ações trabalhistas


De acordo com extratos retirados no dia 14 deste mês na Justiça do Trabalho, além da ação de Rodrigo Ramos, que soma R$ 29.305,19, existem outras. O jogador Ivo André de Almeida tem crédito de R$ 48.708,18; Márcio Almeida da Silva R$ 13.341,47.
Da União Federal, são duas ações, a primeira de R$ 13.670,30 e a segunda de R$ 18.368,60.
Somente essas dívidas passam dos R$ 180 mil.

 

 

 

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