Dois vices-presidentes do Santo Ângelo renunciam aos seus cargos

 

Jorge Manoel Ribeiro e Cláudio Somavilla da Silva entregaram ontem ofício para o presidente do Conselho Deliberativo anunciando saída da direção do clube

 

A crise financeira e de relacionamento entre dirigentes que se abateu no Santo Ângelo vem se agravando a cada dia. E ontem, o 1º e 2º vice-presidente do clube, Jorge Manoel Ribeiro e Cláudio Somavilla da Silva, o Bilu, entregaram um ofício ao presidente do Conselho Deliberativo da agremiação, Vicente Mello, anunciando a renúncia dos cargos que ocupavam desde dezembro do ano passado.


Conforme a nota assinada pelos dois ex-dirigentes, por várias vezes, ambos solicitaram que o presidente da entidade, Ricardo Timm, também pedisse renúncia do cargo. No entanto, Timm resistiu aos apelos de Jorge e Bilu. Inclusive, por um determinado período Timm ficou afastado da presidência, mas depois retornou a exercer o cargo.


DESPESAS


Conforme Bilu, o apoio recebido pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF) era de R$ 20 mil e das rendas, R$ R$ 25 mil.
Em contrapartida, compara, as despesas mensais do Santo Ângelo que disputa a Divisão de Acesso são de em torno de R$ 100 mil. São gastos R$ 20 mil em alimentação; R$ 12 mil em viagens para fora da Capital das Missões; R$ 1,5 mil em academia; R$ 500,00 em ônibus que trafega pela cidade; R$ 1 mil em produtos farmacêuticos; R$ 1 mil em sessões de fisioterapia; e R$ 65 mil na folha salarial do elenco de jogadores e da comissão técnica.


Bilu adianta que neste balancete não estão incluídos ainda os débitos trabalhistas. “Estava muito difícil de trabalharmos sem recursos e tirando dinheiro do próprio bolso”, desabafa. Ele e Jorge encerram a nota agradecendo pelo apoio da torcida, dos órgãos de imprensa, atletas e funcionários do clube.


Mas ontem à tarde, o Conselho Deliberativo teria solicitado para que Bilu e Jorge retomassem as vices-presidências caso Tim aceitasse ser excluído da direção da entidade.


Bilu afirma que desde o início da Divisão, ele e Jorge já teriam bancado com recursos próprios em prol do Santo Ângelo o montante de R$ 65 mil. “Foram R$ 55 mil do Jorge e mais R$ 10 mil do meu orçamento familiar”, revela.

 

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