Um 2014 para esquecer: Espanha deixa de ser a melhor, perde recordes e busca esperança

 

Em janeiro, era quase impossível achar alguém que não colocasse a Espanha como uma das melhores seleções do mundo - se não a melhor - e também como umas das grandes favoritas para a Copa do Mundo. Então campeã do mundo e bicampeã da Europa, a Fúria parecia ter deixado de vez no passado a fama de ter bons jogadores, mas não uma seleção competitiva.

 

Um dia depois da última data Fifa do ano, porém, a situação é completamente diferente. O ano vitorioso não se repetiu. Esteve longe de se repetir, aliás. A Espanha fecha 2014 com mais uma derrota e com o fim de duas marcas históricas: a da invencibilidade e solo espanhol e a da posse de bola. Depois de um 2014 para se esquecer, a hora é de buscar mais que explicações. A hora é de encontrar esperança para que o futuro seja como o passado recente.

 

A derrocada começou logo na primeira partida da Copa do Mundo. De favorita à subjugada: goleada impiedosa por 5 a 1 para a Holanda. A derrapada acabou com o moral espanhol, e a Fúria ainda perdeu para o Chile na sequência, chegando à última rodada da fase de grupos já eliminada, em um vexame histórico.

 

O período de reconstrução pós-Copa também não foi dos melhores: três vitórias e três derrotas. Para fechar o ano, um revés para lá de emblemático, praticamente uma passagem de bastão: 1 a 0 para a Alemanha, atual campeã do mundo. E a derrota ainda levou pelo ralo duas marcas históricas espanholas.

 

A Fúria não sabia o que era perder jogando em seus domínios desde 15 de novembro de 2006, quando havia perdido justamente para a Alemanha. Eram oito anos. Ou 34 partidas, com nada menos que 32 vitórias e dois empates.

 

A Espanha também não sabia o que era ser dominada na posse de bola há muito tempo. Ou há seis anos e 86 partidas, para ser mais exato. Contra a Alemanha, ficou com a bola por ‘apenas' 48,2% do tempo.

 

Até mesmo o muitas vezes contestado ranking da Fifa atesta a queda espanhola em 2014: de líder do ranking no começo do ano ao décimo lugar.

 

Não há como negar, Del Bosque. "Não se pode dizer que tivemos um ano bom", admite o treinador espanhol. "Mas queremos olhar para frente com otimismo. Fico com coisas positivas do amistoso. Tivemos jogadores com bom comportamento e contaremos com eles para o futuro", completa.

 

Foto: Guetty

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