Por medo do ebola, goleiro africano vive em alerta na França: 'Se tiver dor, corro pro médico'

 

 

 

 

 

No último dia 15 de outubro, Solomom Morris voltou da África depois de disputar duas partidas de futebol contra a seleção de Camarões, ambas pelas eliminatórias da Copa Africana de Nações, no território do adversário. Serra Leoa, terra natal de Morris, deveria ter organizado o primeiro desses confrontos em seu território, mas isso não é possível. Os jogos no país foram proibidos por conta do vírus ebola.

 

Localizado no extremo Oeste do Continente, dono do 11° pior Índice de Desenvolvimento Humano, IDH, do mundo, Serra Leoa é, além de Libéria, Guiné e em menor escala, Nigéria, um dos países mais afetados pela última epidemia da doença, que desde maio matou mais de 4800 pessoas, quase 1300 delas em Serra Leoa, dados da Organização Mundial de Saúde, OMS.

 

Nesta última viagem, Morris não passou pelo local em que nasceu. Desde julho passado ele não visita os parentes. Tampouco foi registrado recentemente algum caso de ebola em Camarões.

Ainda assim, o goleiro titular da seleção serre-leonina é vigiado com atenção na pequena - como diz o nome em francês - Petit-Quevilly, cidade de 22 mil habitantes no Norte da França, aonde ele defende o Quevilly, um time amador. 

 

"Tive um pouco de problema, quando voltei da África na última vez, fui obrigado a ver um médico e ele me perguntou algumas coisas. Se eu sentir algum tipo de dor, dor de cabeça ou febre, não devo ir treinar, devo ligar pra o médico diretamente", relata o atleta. Dezessete pessoas já foram tratadas na Europa com ebola até aqui, três na Alemanha, três na Espanha, uma na França, um na Noruega e outro no Reino Unido. Quatro morreram, seis se recuperaram e sete estão sob tratamento.

 

Foto: Getty

 

 

 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar