Polícia pedirá laudo com leitura labial de gremistas suspeitos de racismo

 

 

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul planeja obter nos próximos dias uma prova material considerada fundamental no inquérito sobre as agressões racistas contra o goleiro Aranha, durante a partida entre Grêmio e Santos, na semana passada, pela Copa do Brasil. Peritos devem fazer uma análise de leitura labial dos torcedores flagrados por câmeras de TV ofendendo o jogador.

 

De acordo com a 4ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, responsável pelo caso, ainda não é possível, por exemplo, afirmar técnicamente que a torcedora Patrícia Moreira, que aparece nas imagens, usou o termo “macaco” para ofender o jogador. Caberá ao Instituto-Geral de Perícias (IGP), analisar as jovens e comprovar a injúria.

 

O tipo de análise, porém, é considerado raro pelo diretor de criminalística do IGP, Antônio Xavier. “Laudos de leitura labial não são comuns. A polícia não costuma protocolar esse tipo de pedido”, disse ele. Segundo Xavier, o órgão conta com três fonoaudiólogas capacitadas para esse tipo de exame.

 

Na lista de imagens em posse da polícia estão um vídeo de mais de uma hora fornecido pelo Grêmio. Além disso, agentes da 4ª Delegacia receberam imagens registradas pela imprensa, incluindo o momento em que Patrícia gritava para o goleiro Aranha. Relatos de torcedores, orientadores, seguranças e de fontes anônimas, que telefonaram para registrar denúncias via telefone, também fundamentam a investigação.

 

No total, oito mandados de intimação para depoimentos já foram expedidos para torcedores. Dois deles foram notificados na quarta, 3. Até agora, cinco já prestaram esclarecimentos, três deles na quarta-feira. Na manhã desta quinta, 4, Patrícia Moreira deve ser a próxima. Ela é investigada pelo crime de injúria racial, que prevê pena de um ano a três anos de prisão, além de multa. 

 

 

Fonte: G1

Foto: ESPN/Divulgação

 

 

 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar