Felipão usa 20 atletas em dois jogos e evita "titulares absolutos" no Grêmio

 

Um Felipão de berros, ordens, treinos exaustivos e times aguerridos era o mínimo que podia se esperar do treinador em sua terceira passagem pelo Grêmio. Mas, agora, 18 anos depois, é possível ver uma faceta de Scolari mais aflorada. Desde que aportou no Olímpico e na Arena, o comandante tem se notabilizado pelos infindáveis testes. Em dois jogos, usou 20 atletas e já adiantou, após vencer o Criciúma, que vai seguir mudando.

 

Pode soar exagero, mas a máxima de Felipão é de que não existem "titulares absolutos" no seu novo Grêmio. Pela curta amostragem, realmente a prática se aproxima da teoria. Seis jogadores permaneceram titulares de um jogo para outro. São eles: Marcelo Grohe, Ramiro, Werley, Rhodolfo, Fellipe Bastos e Dudu. Mesmo assim, apenas o goleiro e o zagueiro mantiveram a disposição tática. Foram somente duas mudanças obrigatórias: Pará, suspenso, e Barcos, lesionado.

 

“Todos são importantes. Em determinados jogos, alguns são mais importantes do que outros. A gente vai ter que analisar, olhar o último jogo do Cruzeiro (vitória de 3 a 0 sobre o Santos). Eu não quero definir titulares absolutos. Eu vou mesclando. Eu vou estudando os adversários e ver o que iremos usar,” afirma Felipão.

 

A precaução defensiva tinha apoio nos números. Antes do 2 a 0 sobre o Criciúma, o Grêmio havia levado sete gols em três partidas. Mesmo conseguindo estancar o problema, Felipão diz que o momento turbulento ainda não passou. Entende que estar em oitavo com 22 pontos não dá garantias, nem de estar livre da degola muito menos de chances de G-4.

 

 

Foto: LUCAS UEBEL/GRÊMIO

 

 

 

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